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Conheça Petra Costa e um pouco de seu trabalho no cinema

A história de Petra Costa como cineasta é de prestígio. Carrega em sua bagagem filmes reconhecidos nacional e internacionalmente, que possuem uma identidade inconfundível. Sabe quando ao assistir um filme você percebe de cara quem o fez? É assim com os de Petra.


Sua caminhada começa aos 15 anos, quando inicia seu trabalho como atriz. Petra estudou Antropologia no Barnard College, da Universidade Columbia, em Nova Iorque. Continuou os estudos em Londres, terminando o mestrado em Comunidade e Desenvolvimento na London School of Economics.


Seu primeiro trabalho em uma produção foi com o curta-metragem “Olhos de Ressaca” (2009), que inicia o aspecto intimista de Petra ao falar sobre a história de amor de seus avós. O filme viaja pelo tempo mesclando fotos e vídeos antigos com materiais atuais, refletindo sobre o amor e a morte. Olhos de Ressaca foi reconhecido por diversos prêmios e festivais, dentre eles Melhor Curta no Rio de Janeiro International Film Festival em 2009 e Melhor Curta no London International Documentary festival em 2011.


Em seguida estreia seu primeiro longa, o filme pelo qual talvez seja mais conhecida. Em “Elena” (2012), Petra é mais uma vez intimista, utilizando fotos e memórias de sua irmã, o que dá toque especial e original ao filme. O documentário conta a história de Elena, que viaja para Nova York com o sonho de ser atriz de cinema. Duas décadas depois Petra também se torna atriz e vai em busca da irmã, a encontrando apenas em filmes caseiros, recortes de jornal, fotos e diários. É com esses aspectos pessoais e linguagem onírica que Petra torna Elena um filme tão único, mencionado em diversos festivais e concorrente em diversos prêmios importantes, como o Grande Prêmio do Cinema Brasileiro.


Petra consolidou o seu estilo e o repete, nunca de maneira cansativa, em “O Olmo e a Gaivota” (2015). Nesse documentário acompanha uma atriz que se afasta dos ensaios da peça “A Gaivota” de Anton Tchekov quando descobre que está grávida. A rotina afastada dos palcos e com mudanças que chegam junto à gravidez cai sobre a atriz, e Petra aborda com delicadeza, quase que sorrateiramente, esse processo. O Olmo e a Gaivota também tem reconhecimento em prêmios e festivais.


Petra segue sua carreira de maneira promissora. Seu novo longa, “Democracia em Vertigem” (2019), fala sobre o processo de impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff. O filme foi ovacionado em Sundance, tendo excelente recepção do público estrangeiro, o que não é muito esperado aqui em nosso país. Democracia em Vertigem poderia ser só mais um filme sobre o assunto, não fosse pela identidade de Petra, que busca abordá-lo com subjetividade. O filme, que tem produção da Netflix, não é imparcial e nem pretende ser. Mas é um filme honesto, sem mentiras e distorções.


O cinema de Petra Costa é de qualidade e originalidade. Conhecê-lo é prestigiar não só as produções nacionais, mas também o lugar da mulher dentro do universo cinematográfico.


 

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